25.2.08

 
Eis que aconteceu:

Escrevo meu último post no Blogger para dizer que, a partir de agora, o Verde Velma está sendo gerenciado via Wordpress. O que isso quer dizer? Que o mundo vélmico se mundou para o www.verdevelma.com.br. E não é só isso.

Lá no domínio próprio você pode ouvir e baixar todas as minhas músicas, além de conferir meu portifólio da vida publicitária. Ainda falta arrumar muita coisa, mas estamos ajeitando aos poucos.

Estou esperando todos vocês por lá
.

 



Todos convidados:
Verde Velma ao vivo
27/FEV Quarta 21H Entrada gratuita
SARAIVA MEGASTORE Shopping Iguatemi



22.2.08

 
Maridão

Meu marido-urso anda fazendo coisas bem legais. Uma delas foi uma nova roupagem para o Polkadots, que agora, além de portifólio, é blog pessoal e de tendências em tecnologia e comunicação digital. Como se não bastasse, o Polkadots entrou no páreo do ComandShift3, que elege os sites com o melhor design de todos os tempos.

Outra coisa bacana é que o site da Página Um está liderando nas ferramentas de busca com palavras-chave bastante interessantes (página um, propaganda florianópolis, mídia digital florianópolis). O que isso tem a ver com o Tiago? Tudo: ele fez o site e trabalha diariamente no posicionamento. Além disso, o paginaum.com.br acabou de ter seu design reconhecido no The Web Awards.

O Cinezine, outro projeto do urso-Tiago, também ganhou uma cara nova (ainda não definitiva) conta com 63 usuários cadastrados que trocam informações sobre cinearte, cinema independente e programações de ciclos em cineclubes de todo o Brasil.

Não posso esquecer do Bonitz, um site que coleta coisas bonitas e legais feitas por gente bacana e tupiniquim. Também estou alimentando este site, que é mais um dos projetos do Tiago-Jaime.

Neste fim de semana, trabalharemos profundamente em cada um deles (e no verdevelma novo também). Aguardem boas e deliciosas novidades em breve.



21.2.08

 
Satisfações

Faz tempo que eu não alimento meus leitores, mas é por uma boa causa. Meu marido hi-tech me deu um domínio próprio de presente e agora estamos em fase de transição. Meu querido blógo vai sair daqui e, em breve, será gerenciado pelo Wordpress.

Me parte o coração largar o Blogger, mas é que o Wordpress é, realmente, fódão. Me dá uma série de recursos e liberdades que o Blogger engessa. Quase toda a minha vida bloguística foi documentada pelo servidor de botão laranja, com exceção do primeiro ano pelo Weblogger.com.br.

Até que eu me mude para o verdevelma.com.br, as postagens serão publicadas aqui. Depois da mudança, todo o histórico, imagens e até os comentários serão levados para lá. Espero levar os leitores também :}

Assim que a casa do lado de lá estiver em ordem, comunico a mudança oficial, right?



17.2.08

 
Dia-a-dia

Uma borboleta e um urso indo para o trabalho...





 
5x7

O primeiro curta que eu fiz, lá nos idos de 2004. Pena que o Mallon compactou demais...




15.2.08

 
Diálogos matrimoniais


_Meus peitos cresceram, eu acho.
_É.
_Tão grandes... pra que tanto?
_Ah, mas são tão gostosos.
_Você acha?
_Acho.
_Grandes demais.
_Em comparação à época em que eu te conheci eles estão maiores.
_Porque caíram.
_É.
_Que triste isso.
_Por quê?
_Peitos caídos com vinte e três.
_Mas é assim mesmo.



13.2.08

 
Quem se habilita?

Ontem entreguei o maior planejamento dos últimos tempos. O término do trabalho foi regado a pizza-e-guaraná e um bom suspiro de alívio. Como acordei tranqüila, resolvi tirar a manhã para renovar a minha carteira de motorista.

A corrida começou pelo Angeloni, onde fui sacar dinheiros e fazer cópias disso e daquilo, frente e verso. Segui para o prédio do Detran, sob um sol de milhares de graus. Os cabelos recém-lavados secaram graças à janela aberta do Branc, enquanto eu adivinhava o caminho do Departamento de Trânsito.

Cheguei e retirei a primeira de muitas senhas do dia: 746. Na sala, um senhor dizia que os motoristas não tem educação e que o respeito está em falta no trânsito. Ele tinha uma cabeleira vasta, óculos grossos, vestia uma bermuda com detalhes em verde-limão e falava em tom profético.

Com o som estridente do painel das senhas, fui até o balcão com milhares de cópias nas mãos. A garota de óculos me disse que a renovação da cê-ene-agá não era feita ali. Eu tinha que ir ao outro prédio.

Peguei o carro e fui até "aquele prediozinho branco com uma listra verde, tá vendo?". Me senti em um posto de saúde. Gente para todos os lados, caras enfadonhas e formulários, muitos formulários. A primeira atendente do tal prediozinho mascava um chiclé com a vontade de uma paca. Pediu pra ver meus documentos, fez xizes aqui e ali, me deu um punhado de papéis e me mandou retirar uma senha ao lado do extintor.

Então passei a ser o 439. Ao redor, outros números reclamavam da demora no atendimento. Uma mulher, inclusive, reprovava uma ruiva que passou na frente de todos só porque carregava um bebê: "O marido dela tá sentado ali do lado, olha ali". Pessoas desinformadas esperavam sem a documentação completa e muitas delas saíam da sala expelindo uma saliva raivosa. Enquanto isso, o painel das senhas estava travado no 411.

Depois que consegui passar de fase, peguei uma nova senha - 13 - para fazer a foto. Espera aí: foto? Eu pensei que fossem usar a foto antiga da minha carteira, já que ela era digital. Ledo engano. Tive que fazer uma foto ali mesmo, captada por uma funcionária pública nipônica. Fiquei pensando na minha prancha, no secador de cabelo e em tudo aquilo que eu poderia ter feito para não parecer uma esclerosada no tal documento. Quem sabe na próxima.

Saindo dali, fui direto à agência do Besc, onde me transformei em 966. Uma atendente lunática enrolou "daí tudo vai dar setenta e cinco e cinquenta". Paguei a quantia exata e fiquei esperando a liberação. Dois minutos depois, a senhora me olhou com cara de espanto: "ué, tá aqui ainda? já deu pra ti". Deu pra mim.

Última senha do dia: 092 para o exame médico. Perna direita pra cima, braços para o alto, assina aqui e acolá, espia, uhum-uhum e eu estava com o físico em dia para continuar a engrossar as estatísticas dos motoristas deste país. "A última linha, dona Gisele, pode ditar os números". Não errei nenhum. Por um descuido (ou por um surto de tédio), quase troquei a direita pela esquerda e o verde pelo azul. Acho que o médico não percebeu, já que ele me desejou um bom dia e pediu que eu voltasse na semana que vem.

Quando fechei a porta, o painel das senhas berrou pelo 094. Eu fui embora correndo, ciente de que na próxima quarta-feira, devo voltar a pegar uma senha perto do extintor para poder retirar a minha carteira. Próximo problema, por gentileza.



12.2.08

 
Conteúdo faz bem pra pele

Gosto muito de trabalhar na Neovox. Além da riqueza do ambiente, outra coisa que muito me apetece é o acesso à informação. Aqui na agência nós recebemos 3 grandes jornais diariamente e uma série de revistas. O mais bacana é que as publicações especializadas também batem à nossa porta semanalmente: Archive, Meio&Mensagem, Meio Digital, HSM Management, Publimark, About, além de outras tantas. A Neovox também injeta muitos referenciais estrangeiros por aqui: a estante vive cheia de saborosos livros e revistas da gringolândia.

Isso é bom porque recicla conceitos, potencializa idéias e esquenta debates sobre a nossa atividade. Se você não tem acesso a estes materiais, não deixe de visitar bons sites. Não sabe por onde começar? Tente o Update or die. Quer mais? The Cool Hunter. Outra dica quentíssima é usar o Stumble Upon, um "catador" de sites por interesses determinados em tags.

Informação faz bem.

 
Pensamentos do dia

"Como é possível que certos pensamentos e atos não exalem mau cheiro?"
Nelson Rodrigues | A dama do lotação

"A música do caminhão de gás é lacrimogênea."
Dandan/Gica



11.2.08

 
Gente grande

Quentinha, na Meio&Mensagem de hoje, uma entrevista muito interessante com Marcel Sacco, diretor de marketing da Schincariol. Vou colar um trechinho em especial:

M&M - Como será o investimento em internet?
Sacco - Esta talvez seja a nossa grande oportunidade. Estamos atrasados e precisamos cobrir essa diferença rapidamente. Também criamos um grupo pequeno, de três pessoas, para estratégias de web. Eu não diria que vamos investir mais na internet do que em mídia tradicional no próximo ano, mas mudanças começarão a ser percebidas. Menos importante do que saber quanto vamos investir é como vamos investir. Nós já investimos bastante em publicidade na internet.

O que estamos querendo é um salto qualitativo, de como usar a realidade da web. Vários dos nossos targets têm mais contato com a internet do que com a televisão. Mas a gente não acha que a maneira mais efetiva e única seja a publicidade. O que estamos buscando é participar de comunidades, estar em blogs e entender a lógica de conteúdo no YouTube. Conforme nos estruturarmos e começarmos a ter mais intensidade, talvez uma agência digital também seja necessária.

 
A voz do leitor

Há muito tempo escrevi um post sobre a disparidade dos salários brasileiros. Hoje, recebi um comentário de um leitor chamado Georges. A visão dele é bastante interessante, por isso colei o texto na íntegra:

Olá, seu artigo é interessante, mas precisamos analisar os detalhes. A doutora pode ganhar seus 8mil, mais vai ter que ir para um desses pequenos municípios. Terá que viver em outro local. E se não gostar? E se a cidade for um saco? Isso tem um preço.

Vim do Rio pra Blumenau e sei bem como é esse choque.

Quanto mais longe e pior o lugar, melhor o salário. É como mel para atrair moscas.
Não é só salário. Temos que ver a qualidade de vida.
Médico tem que ganhar bem mesmo. Não digo o clínico geral ou aquele inútil médico do trabalho, mas cirurgiões e especialistas sofrem grande pressão.
São muitas horas de estudos e prática.
Um erro e a morte chega.

Um erro publicitário pode causar apenas a morte do seu aumento de salário ou do seu emprego, mas não uma vida. A não ser a própria caso o infeliz se atire de uma ponte, hehehe.

Acho certo que profissões que colocam em risco a vida humana paguem bem. Um projeto mal feito de um engenheiro pode desabar uma ponte ou prédio. Um piloto ruim pode matar os passageiros. Você quer fazer cirurgia com o médico bonzão ou com o açougueiro?

Professor universitário também é outro problema. Tenho pena dos alunos da Furb dos cursos de publicidade, moda e Design, pois a maioria dos professores são teóricos. Que experiência de mercado vão passar para estes cursos práticos?
Em tese o bacharelado seria um ensino teórico. Um modelo ultrapassado e importado da Europa que perdeu o sentido para atividades que exigem conhecimento de mercado.

Os coitados saem totalmente despreparados e só vão aprender quando levarem um choque no mercado de trabalho.
Pior de tudo é que acham que vão ganhar bons salários ou que vai ser moleza ser seu próprio patrão.

É por isso que eu gosto da ESPM. É obrigatório que o professor seja atuante no mercado de trabalho. Não pode viver só de aulas.

Como diria FHC: quem sabe faz, quem não sabe ensina.

Agora vamos falar sério: Tem professor que não merecia ganhar os 5mil enquanto que outros passam informações tão vitais que mereciam ganhar o triplo só por ensinar o "pulo do gato".

A publicidade tem a vantagem de alavancar a carreira mais rapidamente. Vc sai da faculdade hoje ganhando uma merreca. Um prêmio aqui, outro ali e em 2 anos você pode estar ganhando mais do que a doutora.

Não digo em SC porque o mercado aqui nunca foi bom.

Já vi muita agência fazendo cagada com cliente torrando dinheiro com coisas idiotas. Tem agência que se preocupa mais em ganhar prêmio do que fazer o cliente ganhar dinheiro.

De qualquer forma, neste país onde a carga tributária é um abuso, fica difícil para que as empresas paguem melhor seus funcionários.
Um funcionário pode custar para a empresa até 130% a mais sobre a folha dependendo dos benefícios.
Se ganhar 1500, poderá custar 3450,00 para a empresa.

No Brasil o funcionário incompetente que é demitido ganha um salário de brinde e ainda ganha uma bonificação que custa para a empresa uma multa de 50% sobre o saldo do FGTS. 10% pro governo e 40% pro funcionário que faltava, fazia operação tartaruga, criava intrigas entre colegas e fazia um trabalho ruim.
Fora férias, 13º salário proporcional, seguro desemprego, etc, etc.

Quando vocês forem patrões vão entender o que estou falando.

É por isso que tem tanta gente ganhando mal.



PS

Minha leitora de longa data, senhorita Nayara Duarte, deu o troco no sistema de comentários:

(respira fundo)

credo, quanta prepotencia num comentário só. vou ter que fazer o segundo comentário do dia por conta disso... alias, dá pra juntar até com o post ali de cima.

em novembro, num evento universitário, assisti uma palestra (maravilhosa, diga-se de passagem) com dario caldas, um pesquisador de tendências que faz pesquisa pra diversas empresas brasileiras. o tal do dario vive disso, viajar, pesquisar, detectar novas maneiras de ver o mundo e vendê-las. ele é sociologo. na tal palestra (que era feita pro curso de design gráfico), dario falou de uma nova fase do capilismo que começamos a viver agora... depois do capitalismo agrário e do capitalismo industrial, graças a democratização da informação, estamos saindo do capitalismo de serviços e entramos no capitalismo de idéias... a lógica é óbvia.

depois de aumentar a produção até conseguir suprir a demanda, produtos industrializados tiveram que começar a baixar seus preços para serem competitivos até parerem de ser uma coisa tão lucrativa. vide a competição com produtos chineses que quebrou muitas empresas no glorioso vale do itajaí. a lógica do capitalismo de serviços é mais ou menos essa... hoje em dia, se temos algum problema de saúde ou jurídico, basta procurar um pouco no google para entender um pouco mais do problema. meu vô estava doente, foi para o hospital, e enquanto os médicos lá tentavam descobrir o que ele tinha, eu e minha mãe procuramos pelos sintomas e chegamos na mesma conclusão. simples assim.

claro que tem problemas que ainda precisamos de médicos e essas coisas. mas tem coisas que só médicos sabiam, até pouco tempo atrás, que hoje em dia estão de graça, pra todo mundo ver, na internet.

enfim... dá pra continuar a tal linha de pensamento por horas e com uma série de argumentos diferentes... o que o tal do dario defende, baseado numa série de outros teóricos, é que na quarta fase do capitalismo, o que vai ter valor de verdade são as boas idéias. boas idéias que não são possíveis de serem vendidas em massa, que não podem ser encontradas no google...

claro que tudo isso parece muito utopico, talvez a gente nem viva isso... mas pareceu uma luzinha no fim do túnel pros tão desvalorizados profissionais da industria criativa. afinal, se dedicar e estudar horas e horas pra se tornar um médico pode até ser 'um dom', mas a verdade é que boa parte do que se aprende nos cursos de medicina depende de horas e horas de estudo... enquanto ninguém pode te ensinar a ter boas idéias, né?

e outra, a gente pode não salvar vidas, mas quem disse que a gente não... salva vidas?

quando um produto vende mais, ou uma empresa melhora sua reputação perante a opinião pública ou o que seja, ela gera mais empregos, tende a melhorar as condições desses empregos, etc... etc...

mais pessoas empregadas e melhores condições de empregos signficam melhoria nas condições de vida. e quem disse que isso também não é salvar vidas?



*

PS2

Dona Bianca manda seu recado:

Meu Deus, quanta merda num comentário só.

Sabe o que vc consegue curar sem a ajuda de médico? Gripe. Talvez catapora. Todo o resto, melhor não só procurar no google porque você pode acabar se matando fazendo diagnóstico errados.

O argumento de que nós na publicidades salvamos vidas é risível. Tá, você pode amar sua profissão de publicitária, assim como eu, mas um erro pequeno nosso não vai aleijar nem matar ninguém. Um erro pequeno de um médico pode ferrar a vida de um paciente pra sempre.

No final das contas, o argumento do amigo lá em cima (que mandou o email para a Gica) é bem mais lógico e fundamentado que o seu.

Aliás, melhor você largar a publicidade e tentar vira médica pelo orkut, que tal? Só não coloque mais comentários nos blogs da vida, porque eles são prejudiciais à saúde mental de quem lê.

Beijos,

Bianca Polonio Carminati

 
O valor do dinheiro

As coisas sempre ficam mais fáceis quando se tem dinheiro, seja lá qual for o seu problema. Desde a vontade de fazer sexo à construção de um prédio. Quando você tem dinheiro, o seu cabelo fica mais brilhante, assim como o seu carro e o seu sorriso. Quando você tem dinheiro, bobagens como uma fonte de computador queimada ou a necessidade de móveis específicos não passam de detalhes ínfimos.

É engraçado observar a relação que diferentes pessoas têm com o dinheiro. É assombroso saber que famílias, milhares delas, se sustentam com pouco mais de um salário mínimo e que, ainda assim, fazem compras nas Casas Bahia. Ao mesmo tempo, é quase estranho ver anúncios especiais de produtos ainda mais especiais que custam cifras de muitos dígitos.

O dinheiro tem uma propriedade estranha, que nem a física quântica explica. Por mais que você tenha, o seu dinheiro nunca alcança as suas necessidades. Talvez isso aconteça porque o mundo é grande demais e porque há gente demais inventando coisas legais demais a toda hora. Ou talvez o grande motivo esteja escondido em nossos códigos genéticos, vai saber.

Quando eu saí de Blumenau e vim morar em Florianópolis, fiquei feliz com a proposta de salário que recebi. Além das condições de trabalho muito mais atrativas, o valor que me seria pago no dia primeiro de cada mês me parecia excelente. Curiosamente, o limite do cheque especial continuou sendo usado, bem como a última gota dos dois cartões. Depois que casei, a poupança foi trocada por alguns móveis e o meu carro começou a gritar por investimentos: IPVA, seguro, conserto. Como se não bastasse, minha carteira de motorista está vencida e ainda fiquei sabendo que ontem ganhei uma multa por estacionar em um local proibido.

Também foi ontem, durante uma faxina que beirou quarenta e oito horas de suor, que me dei conta de que a caixa especial dos meus livros da Coleção Delta de Belas Artes apodreceu por estar em contato direto com o chão: foi invadida por seres microscópicos e de cor verde-doente. Precisamos de uma estante. Umas estantes, pra dizer a verdade. Nossas vidas continuam dentro de caixas pelos cantos do apartamento, apanhando das condições úmidas desta cidade. Quanto custa uma estante? Quanto custa um rack? Quanto, socorro, custa uma faxineira quinzenal?

Ontem percebi que preciso incrementar a minha renda de alguma forma, ainda mais agora que a pós-graduação na qual me inscrevi está prestes a iniciar. Não quero ter que sortear prioridades em um bingo. Não quero ter que abrir mão da minha especialização para pagar o seguro do carro enquanto os meus livros apodrecem no chão da sala.



8.2.08

 
Dia de...

Esqueci-me. Na última sexta-feira fiquei tão emocionada com o feriadão chegando que o Dia do Publicitário até passou batido. Não curto muito essa história de homenagem póstuma, mas a ocasião pede.

Três vivas aos publicitários éticos, inovadores e inteligentes. Uma pizza podre e m briefing mal passado a todos os outros: mexedores de córeu, gente de caráter duvidoso, fornecedores picaretas e profissionais de péssimo humor.

Pronto.



6.2.08

 
A pedidos...

Me partia o coração ver tanta gente batendo aqui atrás de modelos de barbas e cavanhaques (vide post). Eis que hoje resolvi ajudar: lá vai um post todinho dedicado aos modelos de barba, cavanhaques e afins.



Antes de mais nada, gostaria de dizer que sou apaixonada por barbas. Acho que emprestam um charme todo pomposo às faces masculinas. Além disso, ainda têm um efeito terapêutico: o urso, por exemplo, remexe o barbão sempre que está mirabolando algo. É lógico que não é qualquer barba que cobre dignamente qualquer cútis, então, vamos aprender como se faz com aquela que, de acordo com o Google Analytics, é perita no assunto.

Modelo 1: o barbão. Meu favorito, o barbão é o tipo de barba mais antigo de todos os tempos. Se o meu desenho de caneta bic não ficou claro o suficiente, tente pensar no Charles Darwin, Machado de Assis ou qualquer outra figura histórica que você estudou nos tempo de escola. Quem não conseguiu mentalizar nenhuma das opções, pode pedir penico para os integrantes do finado Los Hermanos. A barba vasta e fechada é a solidificação da testosterona. Uma virilidade que jaqueta de couro alguma poderia conferir a um ser do gênero masculino.


Ê, barbão!

O barbão ainda pode se apresentar de outras duas maneiras: com uma leve aparada no bigode:



Ou com um intervalo no queixo, o que pode funcionar para criar um look meio geek ou até ganhar prêmio na festa à fantasia do seu bairro.


Mentirinha: eu também gosto assim, especialmente se os fios da tal barba foram acobreados. E um rostinho sardento, talvez?


Modelo 2: o cavanhaque. Também conhecido como "cavanhas", este tipinho de barba cropada foi adotado por muito tempo pelo Prince. Como eu acho que o Prince só serviu para promover as calças skinny, tomemos o novo visual do Thom Yorke como exemplo. Vamos combinar: meninos, o cavanhaque é o que há mas precisa de uma área de atuação mínima. Ja cansei de ver homens de rostos mirradinhos com alguns fiapos ao redor da boca. Não dá. Se é pra ter cavanhaque, é pra caprichar.




Modelo 3: a barbinha. Ah, a barbinha. Aquela bendita barba por fazer que embalou corações de dons de casa de todo o Brasil na época da novela Terra Nostra (ô, mi Matteo!). Fazendo uma ponte mais sexy e/ou interessante, o modelinho preferido do Brad (sim, o Pitt). A barba tem cara de que está brotando há alguns dias e deixa o cidadão com aquele jeito de despojado/cool. Dica importante aos queridos que adotam o modelito: creme condicionador para poupar a face do parceiro/a. Roçar em barba-lixa faz mal à pele da gente, pô.




Modelo 4: a barboneta. É o barbão, só que liso. Como não me apetece muito e parece hippie demais, nem vou comentar.




Modelo 5: a barbícula. Dá vontade de morder, simples assim. A barbícula é a mínima redução da barba. Entre o mundo estelar, já estampou o queixo do Bono Vox e do meu urso (há muito, muito tempo).




Modelo 6: barba feita. É até um paradoxo, mas a barba feita consta na lista por ser a preferida do planeta. Só me pergunto se é por opção ou se a maioria dos homens do planeta vivem fazendo entrevistas de emprego.



E esta foi a minha singela contribuição para o universo masculino que se vê acuado com o aparelho de barbear na mão.

 
Refletindo

Há uns tempos me questionei a respeito da possibilidade de ser boa publicitária e, ao mesmo tempo, fazer o Verde Velma Musical decolar.

Eis que acabei de ler na Meio e mensagem que Roberto Justus é, além de CEO do Grupo Newcomm e presidente da Y&R, apresentador de reality show, escritor e cantor. Se ele pode, por que eu não posso?

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